Coronavírus
Drive-thru da vacinação imuniza idosos com 83 anos ou mais
988 vacinas foram aplicadas durante 8 horas de trabalho
Neste sábado (27), ocorreu nova edição do drive-thru da vacinação contra a Covid-19, em Pelotas. O público-alvo, desta vez, foram os idosos com 83 anos ou mais. Durante oito horas de trabalho ininterrupto, 988 vacinas foram aplicadas, disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Ela também agradeceu aos cerca de 70 voluntários, profissionais da SMS e alunos das universidades e escolas técnicas de Enfermagem que aplicaram as vacinas, bem como aos integrantes da Defesa Civil, Guarda Municipal, Brigada Militar e 9º Batalhão de Infantaria Motorizada.
Paula comemorou o fato de o processo de vacinação na cidade estar dando certo. “Eu acredito tanto em Pelotas, juntos nós vamos superar essa crise do coronavírus”, declarou. Ela também lembrou que, no domingo (28), começa a aplicação das doses em pessoas acima de 80 anos.
Quem se vacinou
A primeira pessoa a se vacinar neste sábado foi a Ana Hernandes Couto, de 83 anos. A ansiedade para receber a primeira dose do imunizante era tanta que, durante a madrugada, ela já estava se deslocando para o local. “Eu não via a hora”, contou. Após a segunda dose, a primeira coisa que a dona Ana vai fazer é ver a família, principalmente as netas e bisnetas. “A saudade é muita”, justificou.
Miriam Bento, filha de Brunhilda, de 83 anos, elogiou o esquema montado para a execução do drive-thru. “Tudo foi organizado super bem e aqui dentro todo mundo é muito gentil”, salientou. Miriam estava levando sua mãe e a amiga dela, Leida Brahm, 83, para a vacinação. Emocionada, ela lembrou de todas as vítimas da Covid-19 que não tiveram a mesma chance. Brunhilda, por sua vez, afirmou que vai continuar se cuidando. “Eu estou feliz da vida”, celebrou.
Críticas
Ao mesmo tempo, quem buscou a vacinação no sábado (27) também se deparou com críticas. O Diário Popular recebeu relatos de pelotenses que registraram filas consideradas demasiadamente grandes por volta das 11h30min. A espera chegava até o encontro das avenidas Bento Gonçalves e Juscelino Kubitschek e, de ocupava boa parte da rua Padre Anchieta. "Se não conseguem pensar numa estratégia melhor, por hora, com ficha, em agrupamentos, que ao menos houvesse agentes acompanhando a fila para garantir tranquilidade a eles", comentou a professora da UFPel, Renata Requião.
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